Os caminhos entre o porco e a pesca
De 8 a 14 de Outubro de 2026
A Comitiva do Rabo ao Focinho nasceu da convicção de que a cultura alimentar não se aprende somente à mesa.
Ela também está no campo, no mar, nos ingredientes e ofícios mas, sobretudo, nas pessoas que continuam a preservar saberes transmitidos ao longo de gerações.
Durante sete dias, um grupo de apenas quinze participantes percorre o território português acompanhado por quem se dedica a compreender, produzir e preservar esses patrimónios.
O percurso reúne lugares, pessoas e experiências que Rafa Bocaina e Carla Spironelo levaram anos para encontrar, compreender e aproximar.
Não é um roteiro turístico. São anos de pesquisa compartilhados em uma expedição.
APENAS 15 PARTICIPANTES
ACESSO A LUGARES FORA DOS ROTEIROS CONVENCIONAIS
EXPERIÊNCIAS CONSTRUÍDAS A PARTIR DE ANOS DE PESQUISA
CONTATO DIRETO COM PRODUTORES, PESCADORES, COZINHEIROS E PESQUISADORES
UM PERCURSO POR PORTUGAL DE SUL A NORTE
ACOMPANHAMENTO DE RAFA BOCAINA E CARLA SPIRONELO
O percurso pode ser visto no mapa. A experiência depende de quem abre o caminho.
Rafa Bocaina e Carla Spironelo conduzem a Comitiva, contextualizando cada encontro e conectando pessoas, territórios e cultura alimentar ao longo de toda a viagem.
Cozinheiro, produtor rural e fundador da Curiango Charcutaria Artesanal.
Dedica-se à criação de porcos crioulos, à produção de charcutaria artesanal e à pesquisa dos saberes alimentares ligados ao universo rural brasileiro. Seu trabalho articula produção, cozinha e cultura alimentar, investigando as relações entre território, técnica e tradição que dão origem aos alimentos.
Comunicadora e pesquisadora da cultura alimentar.
Brasileira residente em Portugal, dedica-se à investigação de campo sobre cultura alimentar, conectando pesquisa, saberes tradicionais e prática contemporânea. Seu trabalho transforma esse conhecimento em narrativas, publicações e experiências que aproximam pessoas, territórios e patrimônio alimentar.
Alimento, território e cultura.
A Comitiva do Rabo ao Focinho nasce do desejo de compreender, com profundidade, as relações entre alimento, território e cultura.
O projeto surgiu no Brasil, a partir da pesquisa desenvolvida por Rafa Bocaina sobre o porco caipira, a charcutaria artesanal e os saberes rurais.
Esse caminho o levou naturalmente a Portugal, origem de muitos animais, técnicas e tradições que ajudaram a formar a cultura alimentar brasileira.
Em Portugal, a Comitiva ganhou um novo desdobramento a partir da pesquisa de Carla Spironelo sobre a cultura alimentar portuguesa.
Dessa convergência nasceu um percurso de investigação, aprendizagem e documentação cultural, aproximando Brasil e Portugal por meio da comida, dos territórios e das pessoas.
Em sua terceira edição, a Comitiva amplia esse olhar.
Além do universo do porco e da charcutaria, passa a investigar também o mar, o sal, as conservas de peixe e os modos de preservação que atravessam a história alimentar portuguesa.
Sete dias entre o sul e o norte de Portugal.
Ao longo de sete dias, a Comitiva percorre Portugal. O ponto de encontro será em Lisboa, de onde seguirá rumo ao sul, até Castro Marim, na fronteira com Espanha, terminando no Porto, a norte do país.
Cada parada oferece acesso a experiências normalmente restritas ao público.
O início da expedição.
O ponto de encontro da Comitiva.
De Lisboa, a expedição segue rumo ao sul, até Castro Marim, na fronteira com Espanha, percorrendo o território português.
O sal e o território.
Em Castro Marim, o sal será a primeira chave de leitura da viagem.
Nas salinas da Salmarim, conheceremos um sistema de produção artesanal que atravessa séculos e participaremos de um almoço criado exclusivamente para esta edição da Comitiva, inspirado na paisagem algarvia, nos seus ingredientes e nos seus costumes alimentares.
O Atlântico e a cadeia do pescado.
Um safári marinho pela costa de Sagres, navegando entre embarcações de pesca artesanal em plena atividade.
Concebida exclusivamente para a Comitiva, esta experiência será acompanhada por Pedro Bastos, fundador da Nutrifresco e a maior referência no setor do pescado em Portugal.
Entre o mar e o porto, vamos descobrir o que distingue um peixe extraordinário: da forma como é capturado aos critérios que definem a sua seleção e distribuição.
Sagres e o Mestre Casimiro.
Passaremos um dia ao lado de Casimiro, um dos pescadores mais respeitados de Sagres.
Da pesca do dia nascerá uma caldeirada preparada por ele, enquanto partilha histórias, saberes e a relação que mantém com o mar há décadas.
Uma oportunidade rara para viver de perto uma tradição profundamente enraizada na cultura piscatória portuguesa.
O montado alentejano.
No Baixo Alentejo, conheceremos o mais emblemático sistema agro-silvo-pastoril da Península Ibérica.
Ao lado de um produtor dedicado à criação tradicional do porco alentejano, compreenderemos como o território, o manejo e os ciclos naturais moldam a carne, a gordura e a charcutaria.
Tróia e o garum.
Percorreremos a história do garum ao lado da arqueóloga Inês Vaz Pinto, visitando o maior centro de fermentação de pescado do Império Romano.
A experiência continua com um almoço dedicado à charcutaria do mar e prova de garum.
Ao fim do dia, visitaremos a Adega Horácio Simões para uma degustação de vinhos diretamente da barrica, que nunca chegam ao mercado.
Nazaré e o peixe seco.
Ao lado de uma das mulheres que preserva a técnica tradicional de salga e secagem de peixe ao sol, conheceremos um saber que continua a marcar a identidade cultural da Nazaré.
Depois, aprenderemos a técnica na prática, antes de um almoço dedicado a receitas da cultura piscatória da região, cada vez mais difíceis de encontrar nos restaurantes.
Conservas e encerramento junto ao Atlântico.
Visitaremos a Conservas Pinhais, uma fábrica centenária onde um dos últimos processos artesanais de produção de conservas em lata continua preservado. Acompanharemos cada etapa da produção, do peixe à lata.
A expedição termina em Angeiras, às margens do Atlântico, com um almoço da cauda à cabeça e do focinho ao rabo, criado exclusivamente para a Comitiva.
Ao lado de um dos guardiões dos saberes da pesca artesanal da região, encerramos a viagem conectando tudo o que vimos, ouvimos e provamos ao longo desses sete dias.
A Comitiva não parte de uma programação repetida.
A cada edição, novas pesquisas dão origem a outros encontros, outros produtores, outros lugares e novas formas de compreender Portugal.
O percurso de 2026 foi desenhado para acontecer uma única vez.
A produção artesanal da flor de sal e do sal marinho tradicional e seu papel na conservação dos alimentos.
Ingredientes, técnicas e tradições da cultura alimentar algarvia.
Os processos que ligam a pesca artesanal à seleção e distribuição dos pescados portugueses.
O contato com um pescador detentor de saberes em desaparecimento e com uma tradição profundamente ligada à cultura pesqueira.
A relação entre território, manejo, ciclos naturais e a criação do porco alentejano.
A história da fermentação e da conservação dos alimentos.
As técnicas tradicionais de preparação, salga e secagem do peixe.
A evolução das técnicas de preservação do pescado e sua importância para a cultura marítima portuguesa.
A aprendizagem acontece no contato direto com os territórios e com as pessoas. Está nas visitas, nas conversas, nas refeições e nas relações que vão sendo construídas ao longo do caminho.
Mas também está nas leituras de Rafa e Carla. A presença dos dois aproxima cada encontro de suas pesquisas sobre cultura alimentar, território, conservação e tradição.
Cada experiência passa a fazer parte de uma leitura maior sobre a formação da cultura alimentar portuguesa e suas relações com o Brasil.
Uma experiência construída no contato com os territórios e com as pessoas.
A primeira edição da Comitiva do Rabo ao Focinho foi dedicada à investigação das relações entre o porco alentejano, o montado e as tradições rurais portuguesas.
Ao longo do percurso, os participantes estiveram em contato direto com produtores, cozinheiros e pessoas que preservam saberes transmitidos entre gerações. O momento central da expedição foi a participação numa matança tradicional do porco alentejano, vivida em seu contexto comunitário, como espaço de produção, aprendizagem e celebração coletiva.
🏆 Indicado a "Melhor Evento do Ano" no Mesa Marcada.Na segunda edição, a Comitiva percorreu diferentes regiões de Portugal, aprofundando a investigação sobre o porco, a charcutaria, a conservação dos alimentos e as tradições rurais.
A experiência incluiu a participação no Dia da Matança do Páteo Real, diferentes cozidos tradicionais na Serra do Barroso e a visita a um produtor de porco bísaro e fumeiro, onde o grupo acompanhou a produção artesanal de alheiras. Em cada território, a aprendizagem aconteceu no contato direto com as práticas, as pessoas e os conhecimentos que continuam a formar a cultura alimentar portuguesa.
🎓 Apresentação no Basque Culinary Center (Espanha).Acompanhe como foi a primeira edição através do documentário da Comitiva de 2024.
A Comitiva do Rabo ao Focinho foi indicada na categoria Melhor Evento do Ano de 2024, no Mesa Marcada, um dos mais importantes prêmios da gastronomia portuguesa.
O reconhecimento reforça o caráter inédito do projeto e sua relevância na aproximação entre as culturas alimentares do Brasil e de Portugal.
É possível passar pelas mesmas cidades.
Mas não reproduzir as relações, os acessos e o olhar que deram origem a este percurso.
Não é um roteiro turístico. É uma forma diferente de compreender Portugal.
A Comitiva do Rabo ao Focinho é realizada com um grupo de apenas 15 participantes, número que permite preservar a proximidade com as pessoas, os lugares e as experiências que fazem parte do percurso.
As vagas são preenchidas por ordem de confirmação da inscrição.
Até 31 de julho de 2026
por participante
Há possibilidade de acomodação individual, em quarto single, sujeito à disponibilidade.
Para mais informações, entre em contato pelo WhatsApp.
De 8 a 14 de outubro de 2026.
Apenas 15 participantes.
A Comitiva começa em Lisboa e termina no Porto.
Sim. A Comitiva inclui sete noites de hospedagem em hotéis de categoria 4 estrelas, em apartamentos duplos.
Não. As passagens aéreas e os transfers de chegada e saída para aeroportos não estão incluídos.
Não.
Cada edição nasce de novas pesquisas e pode reunir outros produtores, lugares, pessoas, temas e experiências.
O percurso de 2026 foi construído especialmente a partir dos caminhos entre o porco e a pesca.
É possível visitar algumas das cidades e paisagens do percurso.
A experiência da Comitiva, porém, depende dos acessos, das relações construídas ao longo dos anos e das leituras de Rafa e Carla durante toda a expedição.
Ao entrar em contato pelo WhatsApp, você receberá o material com o percurso completo, as experiências, as inclusões e todas as condições da Comitiva.
As vagas são preenchidas por ordem de confirmação da inscrição.